sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

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Era uma vez uma jovem que acreditava.

Que acreditava e tinha sonhos.

Acreditava no que via e no que não via.

Sonhava acordada, sonhava dormindo.

Então ela o conheceu.

Ele duvidava do que via e do que não via.

Não sonhava acordado, sonhava dormindo.

Ela lhe mostrou seu mundo.

Suas cores, sabores, odores, humores...

Ele lhe mostrou seu mundo.

Suas cores, sabores, odores, humores...

E ela não compreendeu seu mundo.

Ele tampouco o dela.

Ambos pensavam como alguém poderia viver num mundo assim?

Como?

Juntos tentaram construir algo que se aproximasse dos dois.

Mas, como castelo de areia feito a beira mar, uma onda desfez.

Porque nenhum dos dois contavam com o que há de mais antigo nos dois mundos.

Tão antigo quanto a vida.

E então tudo que foi construído ruiu.

E ela passou a viver no limiar.

Real, irreal.

Apenas sentimentos...

Era uma vez uma jovem que acreditava.

Que acreditava e sonhava.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

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(fonte desconhecida)

Enquanto espreito pela janela
Ela se aproxima sorrateiramente

Observo seu olhar a acompanhá-la
Sua sede

Tento gritar
Mas minha voz não sai

Seu andar sinuoso
Seu olhar felino

Te prende
Te arrepia

Me revolto
Me revolvo

Mas nada que faço
Faz com que me note

Então assisto em câmera lenta
O momento do bote

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

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E nada do que me diz

Será afável enfim,

Posto que as lágrimas

São as palavras não ditas

De uma alma em tempestade.

domingo, 15 de janeiro de 2012

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Me sinto sozinha mais uma vez

O único elo que tenho contigo

É a sua voz

Essa doce voz que me envolve

Entorpece meus sentidos

Mas que recusa-se a propagar em meus ouvidos

Imagino seus lábios proferindo meu nome

Me chamando

Colhendo a doçura de meus beijos

Quando na verdade só escuto negativas

Incertezas que fazem com que me recolha

Que volte pra dentro de meu casulo

Queria apenas ouvir que me ama

Que me deseja

Que me leia um conto de fadas pra eu dormir

Me envolvo em minhas sombras

Revolvo minha dor

E sofro em silêncio a saudade que sinto

Só me restam lágrimas

Uma mente confusa

E meu amor imenso por ti

De volta a prancheta

Como sempre

Na tentativa pífia de rascunhar um final feliz

Direto da Alinelandia!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

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E eu me apaixonei
Fugi tanto desse sentimento
E agora já não sei mais o que fazer

Tentei encontrar outros
Mas você se faz insubstituível
Está tatuado em minha mente

Cada sorriso que vejo
Procuro o seu
E esqueço do meu

Sinto necessidade de ti
Avidez por seus beijos
Desejo por seu corpo

A cada descompasso do meu coração
Ah, vacilante coração
Sinto me perder a consciência

Minha alma já te pertence
Sou totalmente sua
Enredada em seu olhar

Tome me agora
Abrande o calor que sinto
E acabe com a agonia de que se apaixonar por você

terça-feira, 30 de agosto de 2011

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E mais uma noite chega

Revolvo minha mente em busca de algo

Não sei o que é

Remonto meus pedaços incontáveis vezes

Mas não consigo enxergar o todo

Até quando terei que viver assim?

Sem saber quem sou?

Pra onde vou?

Olho ao meu redor

Só escuridão

Não há céu estrelado

Nem lua

Apenas a escuridão

O único ruído que ouço

É um farfalhar distante

Queria ser como o vento

E ir para onde quisesse livremente

Ou como o sol

E banhar todos com seu explendor

Mas sou como a chuva

A chorar incansável por algo que jamais teve...

Direto da Alinelandia!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

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Não diga que sua rejeição é um reflexo

Não diga que é melhor assim

Não arraste meu coração pelo deserto

Não deixe meus sentimentos secando ao sol

Não diga que tem carinho por mim

Não diga que somos amigos

Não tente corromper a minha alma

Não tente violar o meu corpo

Não aponte os meus defeitos

Quando mal enxerga os teus

Quando mal sabe quem és

Quando mal lembra quem sou

Quando mal encontra-se na vida

Quando mal sabe o que é amor

Quando mal entende o que é amar

Mas conhece e sabe o que é ser amado

O que é ser querido e desejado

Porque sempre te quis

Todavia

Jamais o tive

Tampouco o terei...

Direto da Alinelandia!