sou a idéia que não sai de sua cabeça
seu desejo reprimido
aquela que dança em seus sonhos e não pode tocar
sou sua falta de percepção
seu desalento
todos os seu intentos
sou a canção que embala seu adormecer
sou a emoção perdida em seu olhar
sou o sorriso a cada conquista
sou a existência
sou o bater do coração
sou a disciplina ou a falta dela
sou tudo aquilo que sonhou
sou nada daquilo que deseja
sou a teimosia
sou a satisfação não alcançada
sou o entrelaçar de dedos no amanhecer e o abraço do anoitecer
sou a ironia da sua voz
sou a preguiça da manhã de segunda
sou a lua cheia que observa intrigado
sou a mão estendida
a culpa escondida
sou a paciência
a dor que não passa
o inconsciente
a onda que quebra em suas lágrimas
o sabor que enlouquece seu paladar
o pôr do sol da alma
o eclipse de um amor
o sentimento que alimenta aos poucos
a esperança de um dia melhor
sou o querer
a pupila dilatada
o prazer incontido
a escuridão que te aflige
um dia qualquer de sol
sou o que você quer e queria que não fosse
sou a concordância e a discordância
sou um pedacinho de você ao redor de mim
quarta-feira, 13 de maio de 2009
domingo, 26 de abril de 2009
E eu tive tanto medo
Poderia esticar minhas mãos
E pegar as suas
Senti-las e afaga-la
Podia ter acariciado suas costas
Seu rosto
Enterrar meus dedos em seus cabelos
Mas tive medo
Poderia ter lhe dito
Olhando em seus olhos
Que o amava sem medidas
O medo não permitia
Queria beija-lo
E beijar seria o auge
De olhos fechados e entregue
Mas havia medo
Perdi momentos preciosos
Só ouvindo sua voz
Aspirando seu perfume
Por medo de tomar uma atitude
Poderia esticar minhas mãos
E pegar as suas
Senti-las e afaga-la
Podia ter acariciado suas costas
Seu rosto
Enterrar meus dedos em seus cabelos
Mas tive medo
Poderia ter lhe dito
Olhando em seus olhos
Que o amava sem medidas
O medo não permitia
Queria beija-lo
E beijar seria o auge
De olhos fechados e entregue
Mas havia medo
Perdi momentos preciosos
Só ouvindo sua voz
Aspirando seu perfume
Por medo de tomar uma atitude
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Ah, se o mundo pudesse ouvir
As batidas do meu coração
E suportar cada instante
Dentro de meu frágil corpo
Ah, se toda forma de vida
Mesmo que errante
Entendesse meu sofrimento
Seria tudo tão simples
Ah, o amor
Sentimento tão sublime
Tão efêmero
Tão essencial
Ah, se não me faltasse amor
Se houvesse mais pudor
Não haveria alma estilhaçada
Não haveria mais dor
Ah, se ao menos me fosse dada
A graça dessa dádiva
Seria tão feliz
Ou não
Só queria um dia
Apenas um dia
Acordar e por alguns instantes
Ser feliz
As batidas do meu coração
E suportar cada instante
Dentro de meu frágil corpo
Ah, se toda forma de vida
Mesmo que errante
Entendesse meu sofrimento
Seria tudo tão simples
Ah, o amor
Sentimento tão sublime
Tão efêmero
Tão essencial
Ah, se não me faltasse amor
Se houvesse mais pudor
Não haveria alma estilhaçada
Não haveria mais dor
Ah, se ao menos me fosse dada
A graça dessa dádiva
Seria tão feliz
Ou não
Só queria um dia
Apenas um dia
Acordar e por alguns instantes
Ser feliz
domingo, 5 de abril de 2009
flores
sinto seu cheiro
flores
mas não as vejo
flores
queria senti-las
flores
sobre minha pele
flores
minha alva pele
flores
em toda sua delicadeza
flores
passeando sobre minha nudez
flores
excitando cada terminação nervosa
flores
sob a luz do luar
flores
sob a luz do amanhecer
flores
sob a luz do entardecer
flores
onde haja somente eu
flores
e tão somente você
flores
apenas e inexoravelmente
flores
sinto seu cheiro
flores
mas não as vejo
flores
queria senti-las
flores
sobre minha pele
flores
minha alva pele
flores
em toda sua delicadeza
flores
passeando sobre minha nudez
flores
excitando cada terminação nervosa
flores
sob a luz do luar
flores
sob a luz do amanhecer
flores
sob a luz do entardecer
flores
onde haja somente eu
flores
e tão somente você
flores
apenas e inexoravelmente
flores
sexta-feira, 3 de abril de 2009
ouço ao longe uma canção
a voz doce e melódica
inebria os meus sentidos
e me sinto flutuar
é como se nuvens descansassem sob meus pés
é como se o vento girasse ao meu redor
é como se eu tivesse meu próprio raio de sol
é como se eu não estivesse mais só
e a canção se torna mais rápida
e a voz doce continua
mas a música
não é mais tão doce e leve
sinto o lamento
sinto a dor
sinto o sofrimento
sinto meu eu novamente
e doce voz passa a soluços
suspiros
tristes e entrecortados
escuto um choro convulsivo
então me dou conta
que é a música da minha alma
os suplícios do meu coração
e a vida pulsando pelas minhas veias
e a doce voz silencia
e a minha mente vazia
e ouvi-la novamente era só o que queria
só o que eu queria
a voz doce e melódica
inebria os meus sentidos
e me sinto flutuar
é como se nuvens descansassem sob meus pés
é como se o vento girasse ao meu redor
é como se eu tivesse meu próprio raio de sol
é como se eu não estivesse mais só
e a canção se torna mais rápida
e a voz doce continua
mas a música
não é mais tão doce e leve
sinto o lamento
sinto a dor
sinto o sofrimento
sinto meu eu novamente
e doce voz passa a soluços
suspiros
tristes e entrecortados
escuto um choro convulsivo
então me dou conta
que é a música da minha alma
os suplícios do meu coração
e a vida pulsando pelas minhas veias
e a doce voz silencia
e a minha mente vazia
e ouvi-la novamente era só o que queria
só o que eu queria
terça-feira, 31 de março de 2009
Porque quanto mais eu te amo
Mais eu me decepciono
Afinal, o que significo pra você?
Apenas mais uma aventura?
Ou talvez uma desventura?
Seria eu apenas mais uma entre tantas outras?
Ou apenas outra entre você e a única?
Será que o que sinto jamais será o suficiente?
Ou querer-te não passa de algo muito distante?
Por que seria você um sonho?
Será que estou acordada?
Afinal, quem sou eu?
Reviro-me em meio ao meus sentimentos
Sinto-me perdida
Como se naufragasse
Aos poucos me afogando
Em minhas próprias lágrimas
Em minha inocência muda
Nesse amor que me consome
Sinto meu estômago revirar
E a febre consumir minha alma doente
Estou cansada de vagar sozinha
Em meio a essa névoa
Descalça
Rejeitada
Traída
Totalmente desacreditada
Sem vida
Queria poder estender minha mão pra ti
Mas...
Sei que não a pegará
Afasta-se e me deixe sozinha
Definhando aos poucos
Nesse amor que você deixou aqui
Mais eu me decepciono
Afinal, o que significo pra você?
Apenas mais uma aventura?
Ou talvez uma desventura?
Seria eu apenas mais uma entre tantas outras?
Ou apenas outra entre você e a única?
Será que o que sinto jamais será o suficiente?
Ou querer-te não passa de algo muito distante?
Por que seria você um sonho?
Será que estou acordada?
Afinal, quem sou eu?
Reviro-me em meio ao meus sentimentos
Sinto-me perdida
Como se naufragasse
Aos poucos me afogando
Em minhas próprias lágrimas
Em minha inocência muda
Nesse amor que me consome
Sinto meu estômago revirar
E a febre consumir minha alma doente
Estou cansada de vagar sozinha
Em meio a essa névoa
Descalça
Rejeitada
Traída
Totalmente desacreditada
Sem vida
Queria poder estender minha mão pra ti
Mas...
Sei que não a pegará
Afasta-se e me deixe sozinha
Definhando aos poucos
Nesse amor que você deixou aqui
sexta-feira, 6 de março de 2009
E foi nesse momento que senti seu cheiro
A brisa o trouxe de leve
Acariciando brevemente meu corpo
Entorpecendo meus sentidos
Senti-me tragada por diversas sensações
E pude por um instante apreciá-las
Senti como se me abraçasse
Como se me amparasse na minha dor
Enxugando minhas lágrimas
Lavando o sangue dos meus pulsos
Retirando minhas vestes rotas
Passando o dedo levemente sobre meus lábios
Fitando intensamente meus olhos
Desnudando minha alma corrompida
Beijando minha fronte
Entrelaçando seus dedos aos meus
Sussurrando ao meu ouvido
Que tudos estava bem
Quando na verdade
Era apenas uma peça da minha mente doentia
A brisa o trouxe de leve
Acariciando brevemente meu corpo
Entorpecendo meus sentidos
Senti-me tragada por diversas sensações
E pude por um instante apreciá-las
Senti como se me abraçasse
Como se me amparasse na minha dor
Enxugando minhas lágrimas
Lavando o sangue dos meus pulsos
Retirando minhas vestes rotas
Passando o dedo levemente sobre meus lábios
Fitando intensamente meus olhos
Desnudando minha alma corrompida
Beijando minha fronte
Entrelaçando seus dedos aos meus
Sussurrando ao meu ouvido
Que tudos estava bem
Quando na verdade
Era apenas uma peça da minha mente doentia
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