sábado, 13 de agosto de 2011

...


Não importa quanto tempo passe

Ainda sinto em cada parte do meu corpo

Você

Sinto seu olhar no meu

Sua boca na minha

Suas mãos a me procurar

Que não seja eterno

Mas vívido e suportável

Enquanto dure

Que a cada lembrança de suas ternas palavras

Meu coração não se agite

Para que não sinta a sua perda

E que se um dia regressar

Que minha alma não fantasie

O que os olhos não podem alcançar

Caso me ofereça flores

Que sejam artificiais

Assim as terei para sempre

E se um dia me quiser de volta

Terá que capturar e costurar

Cada pedacinho meu

E ainda assim

Não me terá por completo

Pois já não serei mais eu.



Location : R. Dr. Fábio Montenegro, 129-219 - Vila Matilde, São Paulo, 03542-060,
Direto da Alinelandia!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Abri os meus olhos
Sentia o vento em meus flancos
Era fustigada
Como se estivesse num olho de furacão

Me senti perdida
Sem rumo
E olhei para o alto
E lá estava uma tormenta

Tentei gritar
Mas a voz não saía
Olhei para baixo
O mar revolto

Tentava me debater
Em vão
Então ouvi uma voz
E houve um clarão

quarta-feira, 18 de maio de 2011

E o sono encobre meu raciocínio
Onde estou?
Só névoa

domingo, 6 de março de 2011

E quando entendi quem eu era
Já era tarde
O sol que brilhava em meu sorriso crepusculava

O anoitecer de minha alma sem estrelas
Sem uma lua
E já não havia nada a perder

Senti o frio da solidão
A lágrima embotada da perda
O sufocamento do desalento

Era eu
Mas não era
Nada fazia sentido

Não havia solução
Queria que o tempo corresse ao contrário
Mas não era possível

Nem a morte
Nem a vida
Apenas eu

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

E quando fecho meus olhos
Sinto como se estivesse aqui

É como o roçar das asas de um anjo
E o doce beijo entorpecedor do vampiro
Ambos prenúncios da morte

Morro a cada dia
Definho em meus pensamentos

Alma, tão efêmera
Luz, me apreenda
Escuridão, meu viver

Continuo caminhando em minhas trevas
Na prisão dos meus sonhos

Sinto cheiro da maresia
A luz do sol perpassa pelas minhas pálpebras
Não estou mais entre os vivos

sábado, 25 de dezembro de 2010

Sou aquela que entre tantas outras
Você não esquece
Sou comum aos seu olhos
Mas incomum aos seus sentidos
Posso ser o vento
A chuva
A rebentação
A terra
Sou uma exclamação
Uma vírgula
Ou um simples ponto final
Posso ser isso
Aquilo
Isto
Mas prefiro ser esta
Aquela que está
Estou em todo lugar
Ou lugar nenhum
Você pode me ouvir
Me ver
Me sentir
Estou em varios lugares
E em lugar nenhum
Sou aquela que te toca com os pensamentos
Com as ideias
Com os sentidos
Te envolvo
E depois te devolvo
Posso ser uma margarida
Com sua simplicidade e pureza
Uma rosa
Com sua beleza e perfumes envolventes
Mas com espinhos a espreita
Posso ser como a orquídea
Com seu mistério
Posso ser um pouco de você
Um pouco dele
Um pouco dela
Ou toda eu

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Então cobri meus olhos com as mãos
Era muita luz

Abri meus braços e deixei o vento passar
Era um dia lindo

Ao fundo, apenas a rebentação das ondas
E lá estava eu

Simples assim:
Eu, sol e mar

Então uma nuvem encobriu o sol
O meu sol

E o vento começou a fustigar meu rosto
Minha pele ardia

A fundo, gaivotas com seus gritos agourentos
Ou seriam corvos

Simples assim:
Eu, escuridão e a solidão