Abri os meus olhos
Sentia o vento em meus flancos
Era fustigada
Como se estivesse num olho de furacão
Me senti perdida
Sem rumo
E olhei para o alto
E lá estava uma tormenta
Tentei gritar
Mas a voz não saía
Olhei para baixo
O mar revolto
Tentava me debater
Em vão
Então ouvi uma voz
E houve um clarão
quarta-feira, 25 de maio de 2011
domingo, 6 de março de 2011
E quando entendi quem eu era
Já era tarde
O sol que brilhava em meu sorriso crepusculava
O anoitecer de minha alma sem estrelas
Sem uma lua
E já não havia nada a perder
Senti o frio da solidão
A lágrima embotada da perda
O sufocamento do desalento
Era eu
Mas não era
Nada fazia sentido
Não havia solução
Queria que o tempo corresse ao contrário
Mas não era possível
Nem a morte
Nem a vida
Apenas eu
Já era tarde
O sol que brilhava em meu sorriso crepusculava
O anoitecer de minha alma sem estrelas
Sem uma lua
E já não havia nada a perder
Senti o frio da solidão
A lágrima embotada da perda
O sufocamento do desalento
Era eu
Mas não era
Nada fazia sentido
Não havia solução
Queria que o tempo corresse ao contrário
Mas não era possível
Nem a morte
Nem a vida
Apenas eu
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
E quando fecho meus olhos
Sinto como se estivesse aqui
É como o roçar das asas de um anjo
E o doce beijo entorpecedor do vampiro
Ambos prenúncios da morte
Morro a cada dia
Definho em meus pensamentos
Alma, tão efêmera
Luz, me apreenda
Escuridão, meu viver
Continuo caminhando em minhas trevas
Na prisão dos meus sonhos
Sinto cheiro da maresia
A luz do sol perpassa pelas minhas pálpebras
Não estou mais entre os vivos
Sinto como se estivesse aqui
É como o roçar das asas de um anjo
E o doce beijo entorpecedor do vampiro
Ambos prenúncios da morte
Morro a cada dia
Definho em meus pensamentos
Alma, tão efêmera
Luz, me apreenda
Escuridão, meu viver
Continuo caminhando em minhas trevas
Na prisão dos meus sonhos
Sinto cheiro da maresia
A luz do sol perpassa pelas minhas pálpebras
Não estou mais entre os vivos
sábado, 25 de dezembro de 2010
Sou aquela que entre tantas outras
Você não esquece
Sou comum aos seu olhos
Mas incomum aos seus sentidos
Posso ser o vento
A chuva
A rebentação
A terra
Sou uma exclamação
Uma vírgula
Ou um simples ponto final
Posso ser isso
Aquilo
Isto
Mas prefiro ser esta
Aquela que está
Estou em todo lugar
Ou lugar nenhum
Você pode me ouvir
Me ver
Me sentir
Estou em varios lugares
E em lugar nenhum
Sou aquela que te toca com os pensamentos
Com as ideias
Com os sentidos
Te envolvo
E depois te devolvo
Posso ser uma margarida
Com sua simplicidade e pureza
Uma rosa
Com sua beleza e perfumes envolventes
Mas com espinhos a espreita
Posso ser como a orquídea
Com seu mistério
Posso ser um pouco de você
Um pouco dele
Um pouco dela
Ou toda eu
Você não esquece
Sou comum aos seu olhos
Mas incomum aos seus sentidos
Posso ser o vento
A chuva
A rebentação
A terra
Sou uma exclamação
Uma vírgula
Ou um simples ponto final
Posso ser isso
Aquilo
Isto
Mas prefiro ser esta
Aquela que está
Estou em todo lugar
Ou lugar nenhum
Você pode me ouvir
Me ver
Me sentir
Estou em varios lugares
E em lugar nenhum
Sou aquela que te toca com os pensamentos
Com as ideias
Com os sentidos
Te envolvo
E depois te devolvo
Posso ser uma margarida
Com sua simplicidade e pureza
Uma rosa
Com sua beleza e perfumes envolventes
Mas com espinhos a espreita
Posso ser como a orquídea
Com seu mistério
Posso ser um pouco de você
Um pouco dele
Um pouco dela
Ou toda eu
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Então cobri meus olhos com as mãos
Era muita luz
Abri meus braços e deixei o vento passar
Era um dia lindo
Ao fundo, apenas a rebentação das ondas
E lá estava eu
Simples assim:
Eu, sol e mar
Então uma nuvem encobriu o sol
O meu sol
E o vento começou a fustigar meu rosto
Minha pele ardia
A fundo, gaivotas com seus gritos agourentos
Ou seriam corvos
Simples assim:
Eu, escuridão e a solidão
domingo, 31 de outubro de 2010
Sentada à beira do precipício
Contemplo a chuva incessante
Como uma cortina
Que turva minha visão
Minhas vestes estão molhadas
O frio que percorre meu corpo
É lascerante
E a dor cortante
As lágrimas correm por meu rosto
E oro incansavelmente
Para que os Deuses
Acabem com meu sofrimento
De pé, à beira do precipício
Sinto minha vida esvair
Sinto cheiro de flores
Ouço uma voz me chamando
Não!
Eu não mereço a morte
Tenho que viver para pagar
Com minha dor e meu sofrimento
Todo o mal que causei
Deverá ser reparado
Custe o que custar
Mas agora... não posso morrer...
Contemplo a chuva incessante
Como uma cortina
Que turva minha visão
Minhas vestes estão molhadas
O frio que percorre meu corpo
É lascerante
E a dor cortante
As lágrimas correm por meu rosto
E oro incansavelmente
Para que os Deuses
Acabem com meu sofrimento
De pé, à beira do precipício
Sinto minha vida esvair
Sinto cheiro de flores
Ouço uma voz me chamando
Não!
Eu não mereço a morte
Tenho que viver para pagar
Com minha dor e meu sofrimento
Todo o mal que causei
Deverá ser reparado
Custe o que custar
Mas agora... não posso morrer...
Assinar:
Postagens (Atom)
