sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Foi um processo longo

Enquanto caminhava no negrume dos meus sonhos

A dor me consumia

Enquanto oscilava entre a solidão e o desespero

Não houve tranquilidade nem um por um momento

Era um ciclo, dor, sofrimento, dor

Entre soluços e desenganos

Interminável, era assim

Era tudo e não era nada

Era nada e não era tudo

Uma corrida contra meu eu

Uma corrida por um túnel interminável

Já não sabia mais o que era real e o que era pesadelo

Não havia luz no final

E via seus olhos

Sentia seus braços a me envolver no meu torpor

E meus olhos marejavam

Sentia seu afago em meio aos pedaços de minh'alma

E de repente não havia nada

E de repente não havia nada

Só eu

Só eu

Simplesmente eu

Agonizando em minha dor, na vasta escuridão da minha alma

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

E enquanto os vermes habitavam meus pensamentos
Sentia você se esgueirando
E enquanto meu estômago se agitava
Sentia você se martirizando
E enquanto eu perdia a consciência
Sentia você se esvaindo


Enquanto esvaia
Eu morria


Morriam meus pensamentos
Morriam as cores
Morria a felicidade
Morria o em redor
Morria o tudo mais
Morria o morrer

Enquanto morria
Você sumia

domingo, 18 de abril de 2010

Então quando tudo parece direito
Quando a tempestade passa
Você pensa que vem o sol
Mas só dor e sofrimento
Decepção

E você acredita
Com todas as forças que é especial
E que tudo vai ser diferente
Mas só dor e sofrimento
Decepção

Então perde-se o encanto
A doçura já não é mais o suficiente
Você quer tudo e mais um pouco
Mas só dor e sofrimento
Decepção

E então me questiono
Qual é a valia de tudo isso
Se no final o ciclo se repete
Só dor e sofrimento
Decepção

sexta-feira, 16 de abril de 2010

E a corrida recomeça
Sinto o pulsar em minhas veias
Não sei ao certo de onde vem
Euforia


É como se houvesse algo mais no ar
Como se fosse palpável
Estenda as mãos
Sentiria


Meus instintos gritam
Devo ir para outra direção
Mas eu vejo a luz logo adiante
Fuja


Eu vou seguir em frente
Posso sentir seus braços estendidos
Mas a névoa não me deixa prosseguir
Não


É como um vício
Por mais que eu corra, fuja, me esconda
Sempre haverá algo que tratá até aqui
Lembranças

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

eu sou o poente
o mar revolto
a distorção sem intenção
uma tempestade tropical
sou a inconstância da alma
a arte da vida
aquela que entra sem pedir licença
a que sai à francesa
uma bolha de sabão
frágil e multicolorida
um diamante de várias facetas
lápidado pelas mãos sublimes do Criador
sou uma criatura malígna
com um toque angelical
sou a lágrima incontida
o muro intransponível
a corrida na chuva
a rebentação
a semente
eu sou o vazio do seu olhar
a mão estendida
o coração recolhido
sou a fiandeira do destino
sou diáfana e etérea
apenas efêmera
sou o amor dentro de ti
o rancor que corrói suas entranhas
o fel amargo da traição
o corpo que deseja mas não terá
sou aquela que deixa as pegadas na areia ao amanhecer
a eremita que ronda seus sonhos
o pesadelo que não acaba
o desespero desmedido
o sofrimento disfarçado
o cinismo em seu sorriso
as promessas desfeitas
o amor eterno e mais um dia

domingo, 27 de setembro de 2009

Enquanto corro de mim
Deixo para tras meu passado

Enquanto vislumbro a tristeza
Por lagrimas tenho os olhos toldados

Enquanto recolho os meus restos
Procuro em vao por voce

Enquanto nao me livrar de tuas lembrancas
Sera impossivel viver

Porque morrer e facil
Dificil e viver sem te ter

domingo, 26 de julho de 2009

Elevo minhas mãos e cânticos
Danço em uma roda na floresta
Elas dançam comigo
E brilhamos

Não sei ao certo nesse momento
Se sou eu
Ou parte do todo
Estamos conectados

Sinto como se o chão vibrasse
Como se ar fosse mais pesado
Tenho consciência vaga de quem sou
Não sinto mais meus pés

E flutuando tento te alcançar
Nada parece improvável
Nada tem conotação impossível
Tudo é muito real

E as cores passam
E o vento zumbi
E tudo se torna possível
Até eu e você!