Andei pelos caminho da escuridão
Vasculhei cada canto do meu ser
Descobri que minha alma não tem cor
Me senti vazia
E quando achei que tudo estava perdido
Me senti irremediavelmente caindo
A cair
Escuto vozes
A cair
Ouço risadas malígnas
A cair
A vertigem toma conta de mim
A cair
Sinto olhares
Ninguém pra ajudar
É minha derrocada
Estou só
Desamparada
No escuro
No frio
Sem alento
Será que posso ir mais fundo?
Será que consigo me enterrar mais?
Será que sentirei mais dor?
Será que tenho salvação?
Será que alguém sentirá minha falta?
domingo, 5 de outubro de 2008
terça-feira, 23 de setembro de 2008
...
Perdida no meu interior
Me procuro sem saber onde
Recolho-me sem saber como
Saio a procura de mim
Sinto meu cheiro
Vem de algum lugar
Mas não sei de que parte
Nem sei ao menos se é verdade
Minha mente prega peças constantemente
Minha alma chora
Quero meu corpo de volta
Minha liberdade
Sinto flutuar
Ouço vozes
Sussurros
Me chamam
Ainda não é a hora
Ficarei por aqui
Ainda tenho que me achar
Nessa busca sem início e nem fim
Me procuro sem saber onde
Recolho-me sem saber como
Saio a procura de mim
Sinto meu cheiro
Vem de algum lugar
Mas não sei de que parte
Nem sei ao menos se é verdade
Minha mente prega peças constantemente
Minha alma chora
Quero meu corpo de volta
Minha liberdade
Sinto flutuar
Ouço vozes
Sussurros
Me chamam
Ainda não é a hora
Ficarei por aqui
Ainda tenho que me achar
Nessa busca sem início e nem fim
domingo, 21 de setembro de 2008
O sol hoje brilha
Sigo por um caminho a muito esquecido
Tudo parece tão claro e limpo
Não ouço meus pensamentos
Nem a minha consciência
Eles querem me acuar
Sigo em frente de cabeça erguida
Vivendo o presente
Sem relembrar o passado
Mas sinto algo passar por mim
E lágrimas me vêm aos olhos
E tudo fica turvo
O sol deixa de brilhar
Seria apenas mais uma peça
Da minha mente devastada
Dos cacos de lembranças
De uma alma remendada
Que sofre em silêncio
Não tenho forças pra gritar
Não tenho forças pra agir
Não tenho forças pra sair
A dor da alma é grande
E chega aos olhos
Gritando e suplicando
Rastejo no meu sofrer
Contorço-me sobre meu suplício
Espero no meu arrependimento
Queria poder ver o sol
Sentir a brisa leve a me tocar
Ser só mais uma entre tantas outras pessoas...
Tudo parece tão claro e limpo
Não ouço meus pensamentos
Nem a minha consciência
Eles querem me acuar
Sigo em frente de cabeça erguida
Vivendo o presente
Sem relembrar o passado
Mas sinto algo passar por mim
E lágrimas me vêm aos olhos
E tudo fica turvo
O sol deixa de brilhar
Seria apenas mais uma peça
Da minha mente devastada
Dos cacos de lembranças
De uma alma remendada
Que sofre em silêncio
Não tenho forças pra gritar
Não tenho forças pra agir
Não tenho forças pra sair
A dor da alma é grande
E chega aos olhos
Gritando e suplicando
Rastejo no meu sofrer
Contorço-me sobre meu suplício
Espero no meu arrependimento
Queria poder ver o sol
Sentir a brisa leve a me tocar
Ser só mais uma entre tantas outras pessoas...
sábado, 20 de setembro de 2008
...
O frio me envolve
Não sei se é a ausência de calor
Ou ausência de amor?
Sinto as paredes ao meu redor se fechando
Não sei se é o ar que me falta aos pulmões
Ou será a minha falta de expectativa?
Ouço algo
Não sei se é obra da minha mente fatigada
Ou será minha própria respiração?
Estou só
Isso é um fato irrefutável
E a culpa?
Ninguém tem culpa
A vida só mostra o caminho
Basta trilhá-lo
Prefiro trilhar o da escuridão
Assim não causo feridas nem dor
Aos outros
Somente a mim
Sigo flagelando minha alma
A espera de absolvição
Ajoelhada sobre pedras
Que rasgam meu corpo
Que apenas vaga
Nas trevas da minha mente
Não sei se é a ausência de calor
Ou ausência de amor?
Sinto as paredes ao meu redor se fechando
Não sei se é o ar que me falta aos pulmões
Ou será a minha falta de expectativa?
Ouço algo
Não sei se é obra da minha mente fatigada
Ou será minha própria respiração?
Estou só
Isso é um fato irrefutável
E a culpa?
Ninguém tem culpa
A vida só mostra o caminho
Basta trilhá-lo
Prefiro trilhar o da escuridão
Assim não causo feridas nem dor
Aos outros
Somente a mim
Sigo flagelando minha alma
A espera de absolvição
Ajoelhada sobre pedras
Que rasgam meu corpo
Que apenas vaga
Nas trevas da minha mente
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Me olho no espelho
Fico espantada com o que vejo
Ou talvez com aquilo que não vejo
Noto que há algo além de mim
Seria talvez
A extensão de você
Então vejo que sou apenas eu
E um medo, antes contido,
Escapa pelo meus olhos vidrados
Queria poder te tocar novamente
Sentir teu gosto
Sentir teu cheiro
Mas não posso
Tomei uma decisão
Prefiro vagar no sofrimento
Ter por companheiras
A dor
E a solidão
Ou talvez com aquilo que não vejo
Noto que há algo além de mim
Seria talvez
A extensão de você
Então vejo que sou apenas eu
E um medo, antes contido,
Escapa pelo meus olhos vidrados
Queria poder te tocar novamente
Sentir teu gosto
Sentir teu cheiro
Mas não posso
Tomei uma decisão
Prefiro vagar no sofrimento
Ter por companheiras
A dor
E a solidão
domingo, 7 de setembro de 2008
Caminhando contra o vento
Contra a chuva
Contra mim
Contra meus propósitos
Contra minha conduta
Contra meus princípios
E por quê?
Porque escolhi esse caminho
Porque sou uma renegada
Porque entreguei minha alma
Entreguei sem luta
Sem pudor
Por amor
E pra quê?
Se ao menos soubesse
Se a Lua me contasse
Se as estrelas me ajudassem
Mas não há volta!
Sigo a estrada tortuosa do meu destino
Sigo sem olhar pra trás
Sigo somente em frente
Na escuridão que eu mesma criei...
Contra mim
Contra meus propósitos
Contra minha conduta
Contra meus princípios
E por quê?
Porque escolhi esse caminho
Porque sou uma renegada
Porque entreguei minha alma
Entreguei sem luta
Sem pudor
Por amor
E pra quê?
Se ao menos soubesse
Se a Lua me contasse
Se as estrelas me ajudassem
Mas não há volta!
Sigo a estrada tortuosa do meu destino
Sigo sem olhar pra trás
Sigo somente em frente
Na escuridão que eu mesma criei...
sábado, 6 de setembro de 2008
Mais um dia
Levanto
Há névoa ao meu redor
Ando
E o frio não dissipa
Seria
O frio da falta de luz
Ou
O frio da minha alma?
Talvez
Se procurasse alento em seus braços
Deixasse
Me entregar aos seus carinhos
Quisesse
Ser tua e tão somente tua
Todavia
Não posso
Tenho
Medo de te ferir
De
Me ferir
Sangrar
Novamente até a escuridão
Retornar
E trazer mais um dia
Onde
Tudo é igual e sem vida
Há névoa ao meu redor
Ando
E o frio não dissipa
Seria
O frio da falta de luz
Ou
O frio da minha alma?
Talvez
Se procurasse alento em seus braços
Deixasse
Me entregar aos seus carinhos
Quisesse
Ser tua e tão somente tua
Todavia
Não posso
Tenho
Medo de te ferir
De
Me ferir
Sangrar
Novamente até a escuridão
Retornar
E trazer mais um dia
Onde
Tudo é igual e sem vida
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